Lar São Francisco

Este Projeto foi desenvolvido para atuação na área da Assistência Social, na alta complexidade, por meio de medida protetiva, e oferecendo o acolhimento provisório e excepcional para crianças e adolescentes de ambos os sexos, inclusive crianças e adolescentes com deficiência, em situação de medida de proteção e em situação de risco pessoal, social e de abandono, cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção.

Organização do Projeto

O objetivo geral deste projeto é o acolhimento provisório e excepcional para crianças e adolescentes de ambos os sexos, inclusive crianças e adolescentes com deficiência, sob medida de proteção (Art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente) e em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis encontrem--se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção.

Salientamos que com exceção da Casa Lar São Francisco I e São Francisco II, que estão instaladas em prédios públicos, o serviço tem aspecto semelhante ao de uma residência, contudo todas as casas estão inseridas na comunidade, em áreas residenciais, oferecendo ambiente acolhedor e condições institucionais para o atendimento com padrões de dignidade. Ofertamos atendimento personalizado e em pequenos grupos e favorecemos o convívio familiar e comunitário das crianças e adolescentes atendidos, bem como a utilização dos equipamentos disponíveis na comunidade local.

Assim visamos o atendimento em unidade institucional semelhante a uma residência, destinada ao atendimento de grupos de até 20 crianças e/ou adolescentes. Nas unidades os educadores/cuidadores trabalham em turnos fixos diários, a fim de garantir estabilidade das tarefas de rotina diárias, referência e previsibilidade no contato com as crianças e adolescentes. A Unidade I, Lar São Francisco realiza acolhimento imediato e emergencial, com profissionais preparados para receber a criança/adolescente, em qualquer horário do dia ou da noite, enquanto se realiza um estudo diagnóstico detalhado de cada situação para os encaminhamentos necessários.

É importante salientar que as condições e formas de acesso das crianças e adolescentes ao Serviço deve se dar de duas formas: - Por determinação do Poder Judiciário;

- Por requisição do Conselho Tutelar. Nesse caso, a autoridade competente deverá ser comunicada, conforme previsto no Artigo 93 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Princípios Filosóficos e parâmetros pedagógicos

  1. Prevalência da ação educativa/pedagógica;
  2. Projeto Político Pedagógico como ordenador de ação e gestão do atendimento;
  3. Participação das ações das crianças/ adolescentes na construção, no monitoramento e na avaliação das ações pedagógicas;
  4. Respeito a singularidade da criança/ adolescente, presença educativa e exemplaridade como condições necessárias na ação pedagógica;
  5. Exigência e compreensão, enquanto elementos primordiais de reconhecimento e respeito a criança e adolescente durante o acolhimento institucional;
  6. Disciplina como meio para a realização da ação pedagógica;
  7. Dinâmica institucional garantindo a horizontalidade na socialização das informações e dos saberes em equipe multiprofissional; 
  8. Organização espacial e funcional das Unidades de Acolhimento que garantam possibilidades de desenvolvimento pessoal e social para as crianças e adolescentes acolhidos.
  9. Diversidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual norteadora da prática pedagógica;
  10. Família e comunidade participando ativamente do acolhimento;
  11. Formação continuada dos atores sociais, equipe multiprofissional.
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