Nosso Trabalho

Olá pessoal, tudo bem? Passadas as “ressacas” de fim de ano e carnaval, é momento de avaliar o que foram os vários programas do IMA no ano passado. É sempre bom fazer o balanço de tudo que realizamos pra entender o que fizemos de bom e o que precisamos melhorar no novo período. Vou aproveitar para apresentar algumas conquistas e também a atual situação de nossas atividades.

Foi um ano muito difícil pra todos, crises, eleições, muitas incertezas e promessas diante de poucas soluções, ainda mais pra quem atua no campo social. Pois quando vem crise financeira, impacta ainda mais no nosso setor, aumentando-se o número de pessoas em risco de vida e as demandas por novos serviços.

Além da nossa Casa Mais Vida tradicional, que cuida de cerca de 25 pessoas idosas e com necessidades especiais, vindas das ruas sob várias situações que pedem muito trabalho e atenção, abrimos três novas casas de Residência Inclusiva, duas em São Bernardo e uma em Santo André. Todas elas para um público superespecial, destinada a quem tem algum comprometimento mental, intelectual e/ou físico. Junto vem a necessidade de trabalho muito mais específico e técnico, sobretudo na saúde. As três casas têm capacidade para atender até 26 pessoas muito divertidas, mas acarretando várias preocupações. No entanto, proporcionam inúmeras satisfações.

Na abordagem social de crianças e adolescentes – Projeto Andrezinho Cidadão – tivemos muito mais trabalho, muito mais garotos nas ruas querendo “ganhar um trocado”, e isso é muito sério, já que vários deles seguram as pontas de suas casas com esse dinheiro. Foram mais de 1.500 abordagens nas ruas de Santo André. Em algumas delas não foi possível identificar quem realmente são, pois nos davam qualquer nome e endereço, de modo que só as reencontrávamos nas ruas, o que dificultou encaminhamentos.

Muitos quilômetros percorridos, muitas ações em oficinas de vários fins, como atividades de lazer (futebol, museus, teatros, cinemas, música, beleza) tanto com as crianças e adolescentes como com suas mães. Assim, garantimos ou minimizamos os riscos de muita gente, mas muita coisa precisa ser feita para garantir os direitos e principalmente a vida desse grupo.

No trabalho com crianças e adolescentes, tivemos um desafio ainda mais complexo, que são as casas de acolhimento do lar S. Francisco em três casas diferentes, nas quais atendemos até 60 crianças e adolescentes que por algum motivo estão impedidas, temporariamente, do convívio com a família. Desde bebês recém-nascidos e crianças de colo até adolescentes abaixo de 18 anos. O trabalho é intenso, complexo, desafiador e bastante gratificante. Como resultados possibilitaram avanços. Contribuímos para o desenvolvimento intelectual e cognitivo desses acolhidos, fazendo com que tenham novas possibilidades e ganhos enquanto estão conosco.

Sentimos que o trabalho deu certo, com esforços que foram recompensados, conseguimos que muitas dessas crianças voltassem para suas famílias e várias outras foram adotadas ganhando nova esperança no futuro. Várias entidades, diretoras de escola, grupos que ajudaram no atendimento dessas crianças, atestaram o quanto o trabalho foi bem realizado, o quanto nossas crianças e adolescentes evoluíram, melhoraram comportamental e emocionalmente. Enfim, são muitos e muitos ganhos.

No entanto, tudo não foi suficiente para garantir a continuidade do trabalho com as crianças. Uma das casas, propriedade da prefeitura, não era adequada para moradia e estava improvisada, precisando de reforma geral. Esta foi prometida desde junho de 2015, não ocorreu e levou a atual gestão do município, alegando a precariedade do imóvel e sem verba para manutenção, a fechá-la e encaminhar os acolhidos para outras entidades.

Diante de novo período, nossas esperanças nos trazem forças para continuar na caminhada, buscando aperfeiçoar o que já fazemos e ampliar horizontes e metas em busca de novos desafios e novas conquistas. Procuramos melhorar a qualidade da vida das pessoas que precisam de um apoio pra seguir adiante. Inspirados por Deus e motivados pelo poeta que disse “Tente! E não diga que a vitória está perdida, Se é de batalhas que se vive a vida vai, tente outra vez”. Vamos tentando novamente.

Escrito por Roberto de Andrade Júnior

Coordenador Geral

Roberto de Andrade Júnior
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