Nossa História

Meu nome é Claudia, sou professora de Matemática e conheci o Instituto Monsenhor por intermédio do professor Edson que trabalhou comigo em uma escola em Santo André.

Foi por meio dele que eu e o meu marido, Beto, tivemos a oportunidade de fazer parte do Natal das crianças do Lar São Francisco.

Não foi apenas uma festinha.  O Natal é uma confraternização, um agradecimento, mas, para as crianças, é a chegada do Papai Noel. E Papai Noel significa presente!

Então, cada um de nós tínhamos a missão de ser o Papai Noel de uma criança.

Recebemos uma “sacolinha”, com a identificação e todos os dados da criança que teríamos o privilégio de presentear. Preparamos o “saco do Papai Noel” de nossas crianças com muito carinho e estávamos muito ansiosos para que o Natal chegasse logo.

No dia da festa a emoção e o prazer de estar entre todos os convidados, as crianças e as pessoas que estavam nos proporcionando aquele momento foram marcantes.

Mas a chegada do bom velhinho, para mim, será inesquecível. Lembro de ter ficado afastada para poder observar a reação das crianças. Foi então que um organizador começou a anunciar a chegada do Papai Noel. As crianças começaram a correr e se amontoar perto das sacolas de presentes e foi aí que uma menina de uns 5 anos, loirinha, parou do meu lado e me disse:

- Olha, olha, lá no céu.

- Onde?

- Lá. Naquela nuvem. Tá vendo?

- O quê?

- Ela, tá se mexendo, olha! É o Papai Noel!

E, nesse instante, o bom velhinho bateu o sino e entrou pelo salão.

Eu continuei olhando o céu.

A menina, puxou minha blusa e disse:

- Ei, tia, ele já desceu, tá aqui, corre!!!!

E eu a perdi, no meio daquele alvoroço gostoso, ela correu para cima do velhinho que havia descido da nuvem! As sacolas foram distribuídas e os presentes abertos. As crianças felizes e agradecidas.

Os presentes, roupas, calçados, sabonetes, perfumes, brinquedos, balas, chocolates... Coisas de criança e de necessidades básicas!

A ingenuidade da criança, do velhinho da nuvem, nos mostra que a felicidade está nas pequenas crenças. Que tenhamos cada vez mais oportunidade de participar destes eventos para que possamos reavivar em nossas memórias e em nossos os corações qual é, realmente, o sentido da vida. 

Escrito por Claudia Joaquim Verginia Dametto

Professora de matemática

Claudia Joaquim Verginia Dametto
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